sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sorrir é contagioso.

Sorrir é uma arma poderosa. Um sorriso encanta, desbanca qualquer oponente. E nem pense em falsear um sorriso, porque não são somente os lábios que sorriem. Não! Os olhos brilham quando sorrimos, o ar entra mais facilmente por nossos narinas, nossos pulmões trabalham mais impulsionando nosso peito para cima, nosso coração pulsa mais rápido para que o sangue entregue o oxigênio para as células e todas elas sorriem de volta. E neste momento, todo o nosso corpo está sorrindo, porque nossa pele está mais sensível, nosso ouvido amplificado e nosso olhar menos seletivo.

Sorrir nos faz olhar diferente, sem dúvidas, sem questionamentos. Olhamos com alma aberta, a íris colorida, com a pupila dilatada e molhada de alegres lágrimas. Olhamos com o olhar dos tolos e a pureza das crianças. Os olhos quando sorriem não procuram defeitos, procuram a beleza de um ângulo ainda não visto, de um ponto de vista ainda não discutido.

 Ao sorrir nossas palavras saem todas embaladas ao som mais puro que nossas pregas vocais podem produzir, vibrando em sintonia com o sorriso. Falar sorrindo muda tudo. Muda a nós mesmo e muda o outro. O outro, em sintonia com seu sorriso, sorri de volta e entoa as palavras na mesma vibração ouvida.

O sorrir aciona o tato. Quando sorrimos em excesso, rimos com as mãos, dando tapinhas para que a energia passe a cada contato, a cada toque. Mas nem sempre é suficiente, então precisamos nos apoiar, abraçar o outro para que o rir, que, a este ponto já virou gargalhar, seja sentido por todo o corpo do outro. Entram em consonância, vibram juntos, sacodem juntos, se dobram, juntos, de tanto rir.

E rir é o melhor remédio! Um remédio que cura de dentro para fora. Possui um estágio que o contagia, mas a contaminação é benéfica. Seus efeitos colaterais são desejados. Dá até ruga, mas estas, são bem vindas.

Rir não tem nacionalidade. Pode-se ri baixinho, bem alto, pode ser um riso mudo, gritado, rouco, esganiçado. Pode dar uma risada escancarada, um riso tímido, engraçado ou até mesmo sem graça. Aqui ou não Japão, será entendido, em qualquer língua.

Mas a arte de sorrir não para todos. Sorrir tem seu encanto e o seu tempo. Se sorrir de mais é bobo, de menos é tosco. Se sorrir a toa, perde a boa, mas se a toa não sorrir é porque os dentes já se foram. Um meio sorriso é desconfiar um tanto. E um sorriso de canto, não se engane, é de espanto. Tem choro que encontra o riso, daí é uma felicidade só! Mas quando o riso encontro o choro, ah é de dar dó!


Mas se até agora você não sorriu, não se preocupe não! Iniciei este texto dizendo que sorri é contagioso. Viu? Você já está sorrindo!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Abaixo a ditadura dos saltos altos

Quem me conhece sabe que eu sou super a favor dos saltos confortáveis. Porém não era muito a favor das rasteirinhas. Você leu bem, não era, afinal, o bom gosto e o bom senso devem sempre andar juntos. Digo isto porque, mais e mais, as rasteirinhas vêm se tornando sandálias de muito bom gosto. E, quando usadas com bom senso, tudo muda no look. 

Recentemente orientei uma cliente a usar um sapato sem salto em uma festa de casamento, por motivo de complicações nos pés. Mas não é que eu estava de acordo com as últimas tendencias?! 

Estilistas estão apostando em vestidos de festas combinados com sandália rasteira. É o caso de Karl Lagerfeld, da Chanel. Combinadas com vestidos longos ficam maravilhosos. Mas estão sendo usadas com qualquer comprimento de saia.





E quando, por causa do salto, não aproveitamos a festa. Falo isto com muita propriedade, pois sempre tive dificuldades de usar salto. Meus pés sempre ficam doloridos no meio da festa, e por princípio (e vergonha dos meus joanetes - sim tenho nos dois pés - carinhosamente chamadas de joaninhas) não tirava os sapatos nunca.

Já faz um tempo, retirei da sapateira todos os sapatos de saltos finos. Já foi um grande alívio. Restaram agora os de saltos médios e grossos. Como meus pés não são muito bonitos, não tenho muitas sandálias rasteirinhas abertas. No entanto, para um próximo evento, caso tenha que investir em sapato, com certeza será em uma sandália rasteirinha com pedraria. Afinal, não há nada melhor do que está super na moda e com muito conforto, não é mesmo! 

Vejam as lindas rasteirinhas abaixo e lancem o grito: "Abaixo a ditadura dos saltos altos!!!"











Esta é a minha preferida - Valentino!!!

E para quem é daqui de São José dos Campos e Região a Oscar Calçados está com muitas rasteirinhas lindas, vale a pena conferir na loja. Inclusive uma muito parecida com o modelo acima.


Gostou?! Abra a gaveta e compartilhe!
Texto Mara Débora

domingo, 13 de setembro de 2015

Roupas que duram

Hoje me dei um desafio: usar uma peça que há muito tempo não usava. A ultima vez que eu usei esta peça eu não lembro, mas me lembro muito bem quando comprei. Foi no final do ano de 1997. Estava em busca de uma peça elegante para o final do ano e para minha formatura. Há mais de 17 anos atrás.

O que torna uma peça atemporal? Uma peça de qualidade, bem feita, bom acabamentos; de tecido de qualidade, que não desfaz, não mancha, não encolhe; estilo clássico, que nunca sai de moda; e de uma cor neutra. É o caso desta camisa. E o melhor: feita no Brasil (assim com s mesmo) - marca Raroefeito (http://www.raroefeitomoda.com.br/)

Ter uma peça por tanto tempo vai contra o que muitos consultores de moda e personal organizer dizem: "Se não usar esta peça por ano, desfaça dela". Não concordo muito com esta regrinha. Tenho algumas peças de quando ainda era solteira (mais de 18 anos). As peças que doei, seguindo esta regra, de algumas me arrependo.

Sempre falo que temos que ter roupas o suficiente, não o excedente. Temos que aproveitar mais e melhor o que temos e não sair correndo para as lojas a cada nova coleção. E isto inclui voc~e ter algumas peças que demoram para ser usadas, brinco que, demoram para ser achadas, ficam perdidas no fundo da gaveta.

Esta camisa é uma destas peças: esquecida no armário das roupas de inverno, debaixo de um casaco, há muito não usava. Mas olhando alguns looks na internet de como usar trench coat, adorei um look preto e branco e resolvi buscar nas minhas gavetas algo que pudesse usar. E foi aí que me lembrei desta camisa e da blusa preta. O charme maior foi a blusa ter brilhos, deu um certo glamour. E claro, usarei com um trench coat.



Você deve está se perguntando: mas está na moda este look? Bom, se está na moda eu não sei, mas olhei no espelho e adorei o meu look! Faça o mesmo! Lance este desafio: busque no seu guarda-roupa ou na sua gaveta uma peça antiga, quase sem uso e faça um lindo e atual look. Você irá se surpreender!



Gostou?! Abra a gaveta e compartilhe!
Post seu look no facebook: guarda-roupa sustentável e no autoestimanagaveta.
Por Mara Débora


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Ser mais e ter menos!

Ser mais e ter menos. Será que não deveríamos começar a pensar em levar a vida nesta toada. Ser mais consciente, ser mais tolerante, ser mais humano, mais respeitoso, mais cordial, mais leve. E para ser leve, temos que ter menos. Mas ter menos não significa não comprar. Significa comprar conscientemente. Comprar de quem produz corretamente, sem exaurir o meio ambiente, sem  o desrespeito humano. 

É difícil? Sim, não é fácil, mas não impossível. Você pode começar pesquisando sobre as marcas que você está acostumada a comprar. Um bate papo com a gerente já é um bom começo. Pergunte pelo processo de produção das peças, de onde vem o tecido, onde é a fábrica. Pergunte se há algo  "made in Brazil". Mostre seu interesse por esta peça.

Procure por designers locais, regionais, brasileiros. Nossos designers são reconhecidos internacionalmente. Sim, seus produtos possuem alto valor, mas será que não é pela desvalorização em sua terra natal? Porque se paga um alto preço por uma bolsa Louis Vuitton e não se paga o mesmo valor por uma peça Raquel Manzatti (estilista de bolsa aqui da região)? Se todos começarmos a valorizar nossas peças, tenho certeza, elas passarão a ter um preço justo. 

Ter menos também passa pela valorização daquilo que já temos. Quando optamos usar melhor o que temos, começamos a dar valor cada peça adquirida. Desde o cuidado com aquela peça, como o sentir feliz em se ter aquelas peças. Passamos a valorizar cada momento em que a usamos, a gostar da imagem projetada no espelho. A felicidade de se ter uma peça que nos deixe bela não tem preço.

Como é gratificante quando minhas clientes se encantam com suas próprias roupas! Quando descobrem que podem mudar seu jeito de vestir sem gastar nada a mais por isto. E quando descobrem no fundo do armário peças que estão super atuais? 

Mudar o olhar! Este é o meu convite de hoje. Mude seu olhar para o seu armário. Ter menos não significa ser menos. Significa ter menos medo de mudar, ter menos receio em aceitar suas escolhas. Ter menos dificuldade em se aceitar. 

Pense nisto: se ter menos não significa ser menos, ter mais também não vai significar ser mais.

Seja você mesma com o que você já tem!


Gostou?! Abra a gaveta [e seja feliz] e compartilhe!
Texto de Mara Débora