segunda-feira, 17 de setembro de 2018

FLIM Festa Literomusical de São José dos Campos

Nos dias 14,15 e 16 de setembro aconteceu a FLIM em São José dos Campos. Um evento que prestigia os cantores e escritores da região.

Estive presente com o lançamento do meu livro Estilo Sustentável - Tenha o Essencial. 




Participei da mesa literária Passe, Entre, Repense com os também recém escritores Lúcia Runha e Vicente Blood e o mediador Eduardo Caetano da Academia Joseense de Letras.




O tema foi muito bem escolhido, pois Vicente Blood lançou sua própria história passada nas ruas e passando pelos necessitados das ruas. 

Lúcia Runha abriu as portas de sua casa e contou como transformou seu lar em uma empresa para tomar conta do seu pai doente.

Eu coloquei meus pontos de vista sobre a sustentabilidade para que as pessoas repensassem o estilo de vida de cada um.

Mais do que contar nossas histórias cada um pode estimular aos ouvintes por uma mudança na vida, com disciplina para alcançar uma superação.

Obrigada a todos que fizeram destes momentos um grande evento.




O livro Estilo Sustentável - Tenha o essencial está a venda neste link

Conheça também 
Lucia Runha 
Vicente Blood
Eduardo Caetano - Pode cornetar



Abraços sustentáveis!





terça-feira, 21 de agosto de 2018

Sustentabilidade está na moda




Eu já falei algumas vezes que seguir a moda está fora de moda. Mas esta palavra está sempre tão em voga, que é difícil perder este costume. É uma fixação usá-la, é praticamente uma mania. Algumas vezes vira um surto, uma epidemia, chega a ser um vício. Quem não adota uma tendência, creem alguns, fica sem estilo, não tem gosto, não tem a forma que a moda informa. No entanto é preciso entender e respeitar que moda é a maneira de se vestir de cada um, é o jeito de se apresentar, é o meio que cada um encontra para se expressar. Mas é também um modo de se amar.

Então, eu digo, com toda praxe, que a sustentabilidade está na moda. Sucesso seria se seu uso virasse um hábito. Não tenha vergonha de ser sustentável, de usar uma roupa de segunda mão ou uma roupa usada ou uma roupa com rasgo, com bolinha ou com mancha. A maioria destas peças são roupas com história. Assim é a indumentária da sustentabilidade. 

Nada de roupa certinha, novinha. O que tá na moda é usar e usar e usar as roupas até elas suportarem. E quando não der mais, upcycle nelas. Corta um pedaço, emenda outro, corta de um lado, faz mais furos, cobre as manchas com mais manchas. Enfim, dar mais uma chance à peça de se manter no seu armário.

Porém, como todo mundo adora ficar na moda, as marcas agora lançaram roupas com cara de sustentável. Roupas com manchas, furos, pregadas uma nas outras, com cara que passou por upcycling. 

Não se engane, porque ela só tem cara de reciclada. É só mais uma roupa nova, disfarçada de reutilizada, para você "estar na moda sustentável". Porque na verdade, não basta a roupa ser sustentável, tem que ter a alma sustentável. 

Não deixe que as marcas direcione seus passos para caminhos em que a sustentabilidade se quer respingou. Não se deixe levar por uma moda que não respeita seu coração, o sangue verde que corre em suas veias e faz brotar o que mais sustentável existe dentro de você.

Invista nas marcas que fazem do nosso lixo, suas matérias primas; que imprimem nas etiquetas toda sua própria inquietude pelo planeta; que embalam suas roupas com a consciência de fazer por nós um mundo melhor.

Sustentabilidade está na moda sim, porque se assim não for, nossa vida se tornará uma grande epidemia
sem glamour algum!

Texto de Mara Débora
(nota: todas palavras em negrito são sinônimos de moda)






terça-feira, 7 de agosto de 2018

Cinquentei - Sem salto


Arranquei os saltos do meu dia a dia! 
E, sem percalços, sigo 
uma vida sem sobressaltos. 

Quero me aproximar do chão, 
ter menos razão, 
ter mais descanso.

Os saltos que quero ter 
são de alegrias, de promoção, 
de emoção.

Quero correr e saltar
Sem o pé inchar
Sem a sola doer.

E se a ponta apertar,
Arranco, antes de magoar
e de vermelho manchar.

Pé em ponta só pra dançar,
na sapatilha girar,
na ginga, sambar.

Arranquei os saltos, literalmente.
Pergunte ao sapateiro,
ele vai confirmar.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

No meio do caminho havia lixo no meu jardim


 

No meio do meu caminho há um jardim. Um jardim com duas lixeiras. E, entre as duas lixeiras, muito lixo. Quando passava por este jardim, meu passatempo era examinar o quanto de lixo havia entre as duas lixeiras e o jardim.

Eu ia e vinha e reclamava do lixo no jardim.Pensei em falar com o restaurante em frente para adotar o jardim. Pensei em falar com os garis para limparem o jardim. Pensei em ligar para a prefeitura e reclamar do jardim. E por muito tempo eu não pensei no jardim. 

Eu prestava mais atenção nos restos sobre a grama do que o verde do jardim. Eu passava mais tempo contemplando o lixo deixado no jardim do que o próprio jardim. 

E, tão logo me dei conta que eu pensava mais nos problemas do  que no próprio jardim e na sua solução, resolvi agir. Passei a retirar todo lixo deixado na grama, com minhas próprias mãos. 

No primeiro dia retirei bastante sujeira - papel, papel de bala, bituca de cigarro, pedaço de calota de pneu, plástico... Enchi meia lixeira de resíduos. 

Senti uma certa vergonha em fazer isto, mas depois pensei que vergonha mesmo, quem tem que sentir, é quem joga o lixo no chão e não quem retira e coloca no lugar certo. Nós produzimos lixo, logo somos lixeiros. Quem recolhe o lixo é reciclador ou agente ambiental. 

Continuei firme neste propósito de retirar os restos dos lixos das pessoas que ali passavam. Um dia percebi que tinha fumaça saindo de dentro de uma das lixeiras. Observei que papéis dentro dela estavam em brasa. Corri até uma construção e pedi água para jogar na lixeira. Os pedreiros me acudiram e apaguei o que poderia virar um pequeno incêndio e quem sabe um enorme problema. Afinal a lixeira estava em um poste e podia pegar fogo nos fios. Indaguei ao rapaz que me ajudou, como podia alguém fazer isto e constatamos, os dois, uma frase que havia na lixeira: "Apague o cigarro." Falamos juntos: "e reclamam dos políticos...". 

Se pudesse complementaria a frase da lixeira: "Apague o cigarro da sua vida e do planeta!" De todos os lixinhos que pego, a maior parte é bituca de cigarro. Um mal desnecessário -  faz mal a saúde de quem fuma e de quem não fuma, polui e ainda causa incêndio.

O jardim continua no meio do meu caminho, mas o lixo não mais, pelo menos, não tanto quanto antes. Hoje o jardim está mais limpo. Não sei se as pessoas que frequentam o local me viram limpando, ou, vendo o jardim limpo, pensaram antes de jogar seu lixo em qualquer lugar e usaram as lixeiras. Fato é que, quase não preciso mais limpar o meu jardim.

Esta mesma experiencia eu tive no parque que caminho. Comecei a recolher todo o lixo que achava enquanto caminhava e colocava nas lixeirinhas do parque. Hoje o parque esta mais limpo, não só porque tem mais pessoas limpando, mas porque acredito que ações funcionem mais que reclamações. Acredito que o sentimento na ação reverbera e alcança as pessoas, conscientizando-as. 

Então, pare de reclamar e parta para ação. Experimente fazer algo em seu entorno. Cuide do jardim da sua praça, do seu parque. Não jogar lixo na rua é o mínimo - se encontrar um lixo no chão, não tenha vergonha de colocá-lo na lixeira. Faça isto e contamine as pessoas à sua volta. 

A cidade não é dos governantes, a cidade é nossa! Faça sua parte e não se sinta menor em fazer a parte do outro. A recompensa será tão sua quanto para a sua cidade e para a natureza. 

Gosto muito desta minha frase: Ainda há tempo de mudar e ver sua mudança acontecer!

Ainda há tempo!!! No meio do meu caminho, agora, tem um limpo jardim.

Texto Mara Débora