segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Ser mais e ter menos!

Ser mais e ter menos. Será que não deveríamos começar a pensar em levar a vida nesta toada. Ser mais consciente, ser mais tolerante, ser mais humano, mais respeitoso, mais cordial, mais leve. E para ser leve, temos que ter menos. Mas ter menos não significa não comprar. Significa comprar conscientemente. Comprar de quem produz corretamente, sem exaurir o meio ambiente, sem  o desrespeito humano. 

É difícil? Sim, não é fácil, mas não impossível. Você pode começar pesquisando sobre as marcas que você está acostumada a comprar. Um bate papo com a gerente já é um bom começo. Pergunte pelo processo de produção das peças, de onde vem o tecido, onde é a fábrica. Pergunte se há algo  "made in Brazil". Mostre seu interesse por esta peça.

Procure por designers locais, regionais, brasileiros. Nossos designers são reconhecidos internacionalmente. Sim, seus produtos possuem alto valor, mas será que não é pela desvalorização em sua terra natal? Porque se paga um alto preço por uma bolsa Louis Vuitton e não se paga o mesmo valor por uma peça Raquel Manzatti (estilista de bolsa aqui da região)? Se todos começarmos a valorizar nossas peças, tenho certeza, elas passarão a ter um preço justo. 

Ter menos também passa pela valorização daquilo que já temos. Quando optamos usar melhor o que temos, começamos a dar valor cada peça adquirida. Desde o cuidado com aquela peça, como o sentir feliz em se ter aquelas peças. Passamos a valorizar cada momento em que a usamos, a gostar da imagem projetada no espelho. A felicidade de se ter uma peça que nos deixe bela não tem preço.

Como é gratificante quando minhas clientes se encantam com suas próprias roupas! Quando descobrem que podem mudar seu jeito de vestir sem gastar nada a mais por isto. E quando descobrem no fundo do armário peças que estão super atuais? 

Mudar o olhar! Este é o meu convite de hoje. Mude seu olhar para o seu armário. Ter menos não significa ser menos. Significa ter menos medo de mudar, ter menos receio em aceitar suas escolhas. Ter menos dificuldade em se aceitar. 

Pense nisto: se ter menos não significa ser menos, ter mais também não vai significar ser mais.

Seja você mesma com o que você já tem!


Gostou?! Abra a gaveta [e seja feliz] e compartilhe!
Texto de Mara Débora

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Quer estar hoje mais bonita do que ontem?

Dizem que as mulheres se arrumam para outras mulheres. Se você faz isto, não perca seu tempo! Se arrumar para outras mulheres é uma armadilha.

Vamos fazer um teste:

Você se arruma para ir em uma festa. Quando chega na festa, você percebe que tem outras mulheres mais bonitas que você. Como você se sente?

a) Não se sente parte da festa. "Sempre fico deslocado!"
b) Não curte a festa. "Olha aquela perua, que roupa é aquela? Nossa como teve coragem?!"
c) Nervosa e irritada  "Que festa horrível, vamos embora logo!"
d) Curte a festa, o papo, as pessoas."A festa estava ótima. Pessoas bonitas, papo bom, comida boa!"

Se você respondeu A, provavelmente não está feliz com sua imagem. Quem não gosta de si mesmo acredita que ninguém irá gostar. Por este motivo não se "enturma". Espera que os outros o façam, e nem sempre isto acontece.

Se você respondeu B, você não foi a festa para curtir mas provavelmente para mostrar sua roupa nova, sua bolsa nova.

Se você respondeu C, provavelmente alguém chamou mais atenção que você, e tudo ficou horrível de repente. Afinal você se arrumou para ser o centro das atenções.

Nos três casos você está dando mais importância para os outros do que para si mesmo.

Mas se respondeu D, parabéns! Você com certeza está bem consigo mesma. Você é segura, não precisa da aprovação do outro. Você é suficiente! Suficientemente mais bela.

Sim, devemos nos arrumar para sentirmos mais bela que alguém, mas este alguém é você mesma ontem. Esteja sempre mais bonita que você mesma. Desta forma você estará suficientemente mais bela (que você mesma).

E como estar mais bonita hoje, do que ontem? Cuidando de mim mesma, me curtindo, amando a imagem refletida no espelho. Quem ama cuida, não é isto? Olhe-se no espelho e veja o que você pode fazer por você mesma.

Enfrente seus medos. Olhe para seus pontos fracos e cuide deles. A pele não está boa? Cuide. Limpe, hidrate, use filtro solar. Procure um especialista. O cabelo vive preso? Liberte-o, faça um bom corte. Não entendo porque as mulheres usam cabelos compridos, presos, deixando-as mais velhas. Cabelo tem que ter volume, ser a moldura do rosto.

A balança acusou alguns quilinhos a mais? Cuide-se. Reveja sua alimentação. Quer uma fórmula mágica? Te dou uma equação: comer menos, gastar mais. Não tem segredo (a não ser por problemas de saúde). Comece observando o quanto você come. Anote tudo e ao final de um dia veja o quanto realmente comeu. Pense, não precisamos de tudo isto para viver. Vá diminuindo as porções. Você vai sobreviver, acredite. E para gastar, caminhe, corra, pule, dance! Deixe o carro em casa, caminhe pela cidade, use o transporte público (aproveite para exigir melhores condições de transporte na sua cidade), vá de bicicleta.

Não existe receita de beleza, existe receita de cuidado! Narciso nos mostrou o que acontece quando somos vaidosos. Os resultados desastrosos de algumas plásticas, ou até mortes, comprovam este mito.
Ao contrário, se pensarmos em nossa saúde, a beleza com certeza se apresentará.

Não sou contra algumas intervenções cirúrgicas, mas o excesso delas torna a mulher realmente um objeto, uma coisa, para mim, uma coisa desastrosa.

Envelhecer faz parte da nossa vida, envelhecer com saúde faz parte da nossa sabedoria. Uma mulher sábia, culta, se torna experiente, agradável, digna de sua beleza, seja ela qual for. Uma mulher que só pensa na beleza, na vaidade, se torna fútil. Uma mulher que não se cuida se torna triste. E a tristeza enfeia. Então, a cada dia se olhe no espelho e busque ficar mais bonita hoje do que ontem. E sorria, sorrir enfeita, encanta!

Eu me cuido hoje para estar melhor do que amanhã, afinal, quero chegar aos cinquenta melhor que hoje. E você?

Gostou?! Abra a gaveta e compartilhe
Texto de Mara Débora

terça-feira, 28 de julho de 2015

Sorria para a Vida

Se eu pudesse dar apenas um conselho, diria: sorria!

Sorria ao acordar, afinal você está vivo e acordou sobre uma cama e sob um teto. Mas se isto não for suficiente para abrir um sorriso, pense que o seu dia dependerá de como irá acordar e se levantar. Se acordar sorridente, só enxergará pessoas sorridentes. Se acordar mal humorado ...

Sorria para quem está ao seu lado no momento em que acorda, ou para quem encontra pela casa. Você sabia que sorrir é contagioso? E não é só isso, sorrir torna o café mais saboroso, a torrada mais crocante, o mel e as palavras mais doces.


Sorria para você quem encontrar na escada, no elevador, na rua, no trânsito. O máximo que pode acontecer é eles acharem que você está feliz (ou que algo aconteceu para te deixar assim).

Sorria para quem limpa seu prédio, sua cidade, sua empresa, afinal, você não gosta de morar em um prédio, uma cidade, uma empresa mais linda?

Sorria para você!

O sorriso desperta a memória, todas as lembranças, os mais íntimos desejos. Ilumina os olhos, o rosto, o corpo todo. Rejuvenesce, emagrece e embeleza a alma.

Sorria para o outro!

O sorriso acalma uma palavra mais rude, um grito de dor, um choro. Acolhe a lágrima, amolece o coração.

Sorria para a vida!

Sorria para o céu, azul anil ou cinza chumbo, não importa! Sorria para as árvores, são elas que te dão oxigênio para você poder sorrir mais.

Sorria para as flores, para os pássaros, para o sol, para a lua, para toda a existência!!! O sorriso faz a vida sorrir para você.

Mas se não conseguir apenas sorrir, não se preocupe pode gargalhar. O efeito será dobrado. E se chorar, de tanto rir, não se preocupe, o efeito colateral será FELICIDADE.

Texto de Mara Débora

terça-feira, 21 de julho de 2015

40 anos depois!

Ouça seu coração! Remexa em suas lembranças! Lá pode estar as indicações do caminho que tanto busca seguir.

Carreguei comigo algumas lembranças e por muito tempo me perguntava porque não as havia esquecido. Porque as carregava. Lembro que eram muito pesadas, mas mesmo assim transportava comigo para onde quer que eu fosse. Os anos se passaram e algumas foram se desprendendo pela jornada, a maioria pelo menos.

Acredite! Ouça seu coração e desprenda suas lembranças. Dizem que isto é amadurecer. A alma fica mais leve, os pensamentos começam a ir mais longe e a mente envia uma mensagem ao corpo: "sorria, isto não vale uma lágrima rolada". Mas amadurecer mesmo é quando seus lábios obedecem e seus os olhos brilham. Este é o sinal. E se você gargalhar, acredite, você cresceu!

Vejo pessoas carregando bolas de ferro, arrastando correntes amarradas aos pés. Se cansam, mas não se libertam. Repetem e repetem para si as reminiscências de um tempo que não lhe pertencem mais, e que a cada recorrência, se tornam mais pesadas e mais tristes.

Vejo pessoas que, com as pedras que encontra no caminho, constrói um muro, transformando em lamúria o desafio de alcançar a felicidade. "Muros são mais fáceis do que construir que escadas", diriam elas.

Também vejo pessoas que não se apegam a nada, não carregam nada e dispensam a bagagem da vida pois colhem da vida apenas o momento, o agora.  Mas, e quando o momento se desmorona e o que se encontra no caminho é um buraco, um vazio?

Como são suas lembranças: pesadas  bolas de ferro ou leves e coloridos balões? 

Caminho com algumas lembranças, pois são elas que norteiam meu caminho. E como em um mapa, observo as passagens que já atravessei, as pedras que desviei e os abismos que já contornei. Sim, algumas são minhas guias. Indicam por onde ir e onde chegar.

Mas no meu caminha tinha uma pesada lembrança. E estava entalhada na minha memória. Era a lembrança apagada de um papel. Porque me lembrava das palavras apagadas e não me lembrava das frases escritas? Por que o que foi apagado me falou mais alto? Porque se tornaram para mim a verdade nunca dita. Escrita a lápis, tornou o traço da minha própria personalidade.

Aquelas palavras, apagadas, se fizeram presentes, escrituras de cada fase da minha vida. Mas também foram as respostas que sempre procurei... o que quero ser quando crescer. O que eu queria ser, exatamente eu não sabia. Mas sabia o que não queria ser: aquelas palavras apagadas. É, mas a vida é tão sábia, nosso inconsciente tão consciente, que aquilo que machuca, maltrata, vira arma, armadura da nossa própria existência. 

E depois de 40 anos, relembrando o passado, reencontrando pessoas, bit a bit, que as palavras voltaram, carregadas pelas gargalhadas. E foi quando percebi, que aquelas palavras, apagadas, transformaram o meu presente.  Perseguiram-me, não permitindo que eu olhasse no espelho e me visse feia, palavra apagada do papel e também, do meu reflexo. E o que ensino a todos que me procuram é que, nascer bonita é genética, estar bonita é escolha. 

Mara Débora