quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Portugal, quarto dia

Évora
Évora é uma cida de medieval que fica dentro das muralhas do século XIV. Ruas estreitas e sinuosas nos levam às ruinas arquetetonicas como as colunas do Templo Romano. Evora era um assentamento celta quando os romanos chegaram em 59 aC, se tornando um importante centro romano.
Depois ficou sobre dominio mouro, quando um cavaleiro andante cristao e portugues, conhecido como Giraldo sem pavor, escalou sozinho a muralha, com uma escada feita de lanças e distraiu os sentinelas enquanto seus companheiros tomavam a cidade quase sem luta.
Evora teve seus momentos de gloria e depois entrou em decadencia, por volta de 1808, mas foi justamente por isto que ficou protegida do avanço economico, mantendo seu valor historico. Hoje sua populaçao é menor que na idade média.

Saímos para Evora, de van. Pelo caminho, passamos por campos de cortiça. Nosso motorista, o simpático Luis, contou que a arvore da cortiça leva 25 anos para começar a dar, e que depois de tirada a cortiça, leva 1 ano para se recompor. Se a cortiça não for retirada de forma correta, ela não da mais.

Chegamos em Evora com uma chuvinha. Passamos pelas muralhas e aqueodutos e colunas romanas. 



Como a chuva engrossou, resolvemos ir para um restaurante almoçar. Pedimos vinho da casa e pratos de salmão e bacalhau. Eu e minhas irmãs, pedimos sopa, pois nao estavamos afim de comer carne e nao tinha outra opção. Qual nao foi minha surpresa, veio uma sopa maravilhosa de grão de bico com espinafre. Além do valor de 1,90, a sopa nos aqueceu e deu "sustância". Porem caimos de boca nas deliciosas sobremesas: baba de camelo, torta da casa, mousse de chocolate.

Voltamos para a van, pois ainda chovia, e faltava 1 hora para nossa visita, quando Luis, o motorista, perguntou se nao queríamos ir à fabrica da Embraer, pois havia comentado este desejo. E lá fomos.




Olha nossas bandeiras aí!!! Quanto orgulho. Aqui sao feitas peças para as aeronaves Legacy 450 e 500 da aviacao executiva, para os jatos comerciais E2e para o cargueiro KC390, entre outros. A empresa está em expansão, o que me deixou muito orgulhosa de ser brasileira. 

Voltamos e fomos à Igreja de São Francisco, concluida em 1510 em homenagem a São Francisco e em seguida para a Capela dos Ossos.


Mas o mais emocionante é entrar na capela dos Ossos. Toda a capela é revestida por ossos humanos. São colunas de femures, arcos de crânios, paredes de ossos de todo o corpo humano. Uma inscrição na entrada diz: Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos. 
Os ossos são de mais ou menos 5.000 pessoas, cuidadosamente colocados, fazendo um macabro mas bonito arranjo arquitetonico. Há dois corpos mumificados, pai e filho, que reza a lenda, o filho batia na mãe e o pai consentia. Esta lhe rogou uma praga dizendo que nem a terra iria querer os dois. E foi o que aconteceu. Os corpos nao estavam la, haviam sido retirados para manutenção. Mas vimos as fotos.





Em seguida fomos conhecer Cartuxa um vinicultura, ou enoturismo, com uma degustação de azeites e vinhos.

 

Claro que em uma viagem economica, nao compramos nem vinho nem azeite. Mas foi uma experiência bem legal, pois foi a primeira vez que tinha ido. E a experiencia tem mais valor e pesa menos que o vinho na mala.

E, com o tempinho frio, retomamos para Lisboa.

Na volta pedimos ao Luis, para deixar, nós mulheres, no outlet de Lisboa. Eu ia apenas ajudar as minhas irmãs, no maximo o que eu ia comprar era uma mochila, pois estava usando a do meu filho. Com a recessão, mais de 50% das lojas haviam encerradas as atividades. Poucas marcas conhecidas, Adidas, Nike, Puma, Levis - na Levis uma calça estava por 77euros. Saímos, minha irmã e eu, correndo. Eu comprei apenas um moleton para o meu filho. 

Como já era noite, o onibus estava demorando, voltamos de taxi. 7 euros por pessoa. Isto porque a grosseria de um motorista de um onibus que parou para deixar um passageiro em nosso ponto, nos fez decidir pelo taxi, apesar do valor. Ele foi extremamente grosso quando entramos e perguntamos a ele se o onibus ia para a Lisboa. Ele grosseiramente perguntou: Está a ver o nome de Lisboa no letreiro? Entao nao vai! Estou a ir para a garagem, queres ir para garagem, levo voces para garagem! Ficamos todas sem resposta a tanta falta de educação. Mas por outro lado o taxista foi super gentil.

Chegamos exaustas em casa.

Gastos do 4o dia

10/02
Evora 
Van 44,00
Restaurante 5,50
Cartuxa vinhedo degustacao de vinho e azeite 10,00
Outlet 17,00 moleton 
Taxi 7,00
Total 83,90

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Portugal, terceiro dia

Nossa proposta para este dia, foi visitar um amigo do meu irmão, Léo que mora em Peniche. Cidade litorânea sede de campeonatos de surf. Medina já esteve por aqui, na praia de Gamboa, e chegou a almoçar no restaurante de Léo, "Vó Dina", onde, é claro, almoçamos também.

Pegamos um onibus - autocarro. O dia nao estava muito bonito, estava mais frio que os demais. Ficamos um bom tempo no restaurante, conversando e aguardando que Leo pudéseemos nos acompanhar por um tour pela cidade. 

O mais engeaçado foi que fizemos este "tour" em uma pirua, sem janelas, no escuro, sem ver nada do lado de fora. Fizemos algumas paradas nas praias que sao bem agitadas, próprias para o surfe. Em Gamboa, está localizada a Escola de surfe que formam os profissionais de surfe.


Visitamos um café na beira da praia onde haviam varios surfistas.






Depois fomos para o desfile de carnaval, que já estava em seu final. Foi como se regressássemos ao passado de uma cidade interiorana do Brasil. Blocos, famílias inteiras, duas ou três geraçoes com a mesma fantasia: peixes, napoleão, parisienses, emílias, floristas. Já era o fim mas mesmo assim nos emocionamos e dançamos ao som de músicas brasileiras e portuguesas.

Passeamos pela cidade e depois regressamos ao restaurante onde nos despedimos do alegre Leo e sua esposa.












 Voltamos ao fim de tarde em autocarro e metro. Cansados, fomos dormir para um novo dia que ainda estava por vir.

Portugal, segundo dia


Reunir a noite com todos, tomando um bom vinho com pão e queijos, tem rendido boas histórias e boas gargalhadas.

No segundo dia fomos ao miradouro de Santa Catarina, tinhamos a opçao de subir de funicular, mas como o valor por pessoa era mais ingreme que a própria subida, resolvemos ir a pé, afinal, quem sobe as ladeiras de Ouro Preto, sobe também as de Lisboa. Típico passeio em que você pensa, porque subi até aqui, se agora terei que descer tudo isto? Mas nada que tire a graça dos turistas de primeira viagem. Mas a vista era tão sem graça que nem tirei fotos - so queriamos descer de volta.



Descemos, pois, e passamos por um mercado intessante e resolvemos entrar, afinal, o caminho e suas lojas fazem parte da viagem. E foi uma parada super gostosa, no Timeout Market


E daqui pegamos as dicas para ir a Cascais de comboio (trem) pela orla do mar. Belíssimo passeio. 

"Cascais - antiga aldeia de pescadores que se tornou um balneario na epoca do rei Luis I, em 1870. Suas baias douradas encantam os turistas e os lisboetas. Uma linda marina onde se pode caminhar e admirar os váris veleiros ancourados."

As calçadas lembram alguma cidade?






Na volta, paramos em Belem, onde experimentamos os deliciosos pasteis de Belem. O mosteiro dos Jerónimos, que infelizmente esta fechado. Depois fomos à Torre de Belem que também estava fechado.

 "Uma fusao entre a criativa visao de Diogo de Boitaca e a fortuna trazida pelas especiarias para dom Manuel, que encomendou a obra para alaerdar a descoberta do caminho marítimo para a India, feita por Vasco da Gama em 1498".




Os Lusiadas




Torre de Belem



08/02
Metro 5,60
Timeout makert - Biscoito de amendoim 3,00
Cascais trem pelo orla 2,40
Almoço lasanha + agua 10,00
Compras 
cartao postal 1,60
Echarpe lã 4,99 (excelente compra pois esta muito frio por aqui)
Pastel de Belem 1,05

Total 27,65