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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sustentabilidade está na moda!

Quando falo do Guarda-roupa Sustentável, muitas pessoas se apressam em dizer que doam uma peça do armário sempre que compram outra. Isto, por si só, não é sustentável. É um alívio apenas na consciência, já que seu no armário, na sua conta bancária e em todo processo industrial, para se fazer aquela peça, não houve alívio nenhum.

E o que é sustentável: para mim é quando se consegue ter um guarda-roupa onde se possa aproveitar tudo o que tem, sem sentir necessidade de comprar mais. Onde o sair de peças é permitido e incentivado, mas o entrar deva ser amplamente avaliado - "Preciso realmente de mais uma peça? "

Sustentável para mim é quando eu uso uma peça com mais de 10, 15, 20 anos. Sim, eu tenho peças de quando era solteira, e isto vai para mais de 17 anos. Isto demonstra que a peça comprada, é uma peça atemporal, não datada, não exatamente clássica, mas no meu estilo, estilo este que sigo até hoje.


Sustentável para mim é quando consigo recuperar uma peça que eu não usava, seja  ou cortando uma calça e transformando em um short, ou trocando os botões.


Sustentável para mim é quando eu uso uma peça antiga com uma peça atual e o look fica super na moda.


Também é sustentável quando tira-se do armário peças que não se usa mais e se faz uma doação. Mas mais sustentável ainda, quando você dá esta peça para alguém e a vê usando. Como fico feliz em ver alguém aproveitando uma peça que estava parada no meu armário. Isto é sustentável demais!! Sem contar, é claro, as peças usadas que eu ganho e coloco em uso. Vejo que a pessoa fica super feliz também!


E por que eu estou dizendo tudo isto?! Porque para que uma blusa feminina de algodão e Tencel chegue na loja, são necessários 379 litros de água (Livro Moda e Sustentabilidade - Design para mudança). E quanto aos resíduos que são jogados no meio ambiente - lavagem das fibras, branqueamento, tingimento, produção dos metais e aviamentos usados nas peças, entre outros. Você já parou para pensar nisto? 


Você já, pelo menos, pensou na quantidade de papel, plástico, metal que vai junto, quando compramos uma peça nova: etiquetas de papel da marca, etiqueta de preço da loja, tags, cordãozinho, plástico ou colchete para as etiquetas, sacola da loja, papel, vias impressas da compra. E tudo isto vai para o "lixo". 


Daí você diz que tirar uma peça do seu armário depois de "comprar tudo isto" é sustentável? Melhor rever este conceito.


Não sou contra a compra, de maneira alguma, até porque a industria da moda movimenta a economia, isto é, quando não usa mão obra escrava, quando oferece local adequado de trabalho, quando segue as leis trabalhista, quando paga as indenizações em caso de desabamento (caso Benetton que não queria pagar pelas mortes ocorridas no desabamento de um prédio em 2013 em Bangladesh) ... enfim, há uma economia sendo movimentada. Mas a que preço? 


Vamos pensar bem antes de abrir um armário e dizer: "Não tenho roupa", "Preciso de uma roupa nova", "Preciso daquela peça que está na moda"... Sabe o que está mesmo na moda?

SER SUSTENTÁVEL.

#sustentaveltanamoda


Gostou?! Abra sua gaveta, use mais suas roupas e compartilhe!


Abaixo algumas imagens do desabamento para você pensar antes de comprar mais uma peça para o seu armário.







domingo, 27 de abril de 2014

Eu não tenho roupa!

Isto é o que mais ouço no primeiro encontro na consultoria de imagem. No entanto, o que sempre vejo quando vou à casa de minhas clientes, é um armário repleto de roupas.

Mas, assim como minhas clientes, eu também achava que não tinha roupa, mesmo diante de um armário lotado. Ver aquele monte de peças e não saber qual usar, me levava a acreditar que não tinha roupa suficiente. Isto causava frustração e angústia. 

Resolvi tirar várias roupas que estava cansada de ver em meu armário e dar um tempo colocando-as em sacolas salvadoras. Sim, estas sacolas me livraram da ansiedade de ver aquelas roupas sem uso, enchendo minhas gavetas e cabides. Ao isolar por um tempo estas roupas ganhei espaço no armário. Bom, vocês devem estar pensando, ganhou espaço para novas roupa! Não, o que ganhei foi espaço para ver melhor minhas roupas e saber exatamente o que tinha. 

Mantive as peças que mais tinham a ver comigo, com a estação e com meu perfil profissional, com o meu tipo físico e meu estilo. Desta forma, sabia que tudo que estava ali me vestia perfeitamente bem. Sem ansiedade e estresse.

Ao guardar as sacolas em locais de pouco acesso, depois de um tempo, percebi que não precisava mais daquelas roupas. Elas não faziam falta. Era como me libertar da difícil tarefa de escolher que roupa usar com tanta oferta. Ao reduzir meu armário com boas peças, percebi que esta tarefa cada vez mais ficava tranquila e assertiva.

Assim, o verbo comprar raramente era conjugado. Trocava-o pelo "criar novas combinações", "exibir novos looks" e "economizar".  Este último soava como uma música. Afinal, o que adiantava comprar várias roupas e continuar com a sensação de não ter o que vestir.

Mas chegou um momento em que senti falta de roupas diferentes, novas talvez!? Estava sentindo aquela ansiedade novamente. De repente um insight! Buscar algo em minhas sacolas salvadoras. E assim, abrindo ESTAS sacolas, tive a sensação de roupas novas, mas sem ter gasto um centavo! E o processo se iniciava: novas combinações, novos looks. 

E assim percebi a sustentabilidade neste processo. Um processo para reciclar as ideias, os valores, reciclar a própria autoestima: ver com outros olhos aquilo que já estava cansada de ver. A minha própria imagem!

Assim surgiu o Guarda-roupa Sustentável. Tive inspiração com livro da Jeniffer L. Scott, o que me levou crer estar no caminho certo! Experimente você também!

Dica AEnG
Crie suas próprias sacolas salvadoras.: quando emagrecer, quando engordar, dar um tempo, quando voltar a moda, quando tiver coragem... Enfim, retire do seu armário aquilo que te impede de ter uma imagem positiva, uma mente aberta, e a autoestima elevada.

Gostou!? Abra as gavetas e compartilhe!